A última oficina do Diagnóstico da Infância e Juventude de Bariri-SP foi realizada na 17 de março de 2022 na Câmara Municipal de Bariri-SP, localizada na Rua Francisco Munhoz Cegarra, 126, e contou com a presença de mais de 50 pessoas do SGDCA – Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes.
O objetivo desta oficina final foi a apresentação do Quadro de Referência Orientador do Diagnóstico e a compilação das conclusões do diagnóstico pelas técnicas(os) e gestoras(es) da rede de atendimento municipal.
Os consultores Lícia Fígaro, Antonio Luiz de Paula e Silva e Ricardo Azevedo representaram a Equipe Social da Orion, empresa que assessora o CMDCA no processo do diagnóstico.
Apresentação do Quadro Orientador do Diagnóstico
Na primeira parte da oficina, a consultora Lícia Fígaro da Orion apresentou o Quadro Orientador do Diagnóstico, com as informações mais relevantes que foram coletadas durante o processo. A consultora da Orion explanou sobre cada um dos indicadores que compõem o quadro e tirou as dúvidas dos participantes.
Durante a apresentação, foram realizadas pequenas pausas para que os presentes pudessem conversar entre si e compartilhar as suas percepções iniciais sobre as informações que estavam sendo apresentadas.
Conclusões do Diagnóstico
Na parte final dessa Oficina os participantes foram divididos em grupos. Em cada grupo, as pessoas compartilharam informações sobre o diagnóstico e formularam conclusões comuns. As conclusões de cada grupo foram compartilhadas pelos participantes e registradas pelo consultor Antonio Luiz da Orion.
Veja o registro fotográfico completo desta oficina.
A equipe da Orion analisou todas as respostas e agrupou-as por tópicos para facilitar a leitura, conforme descrito abaixo.
O olhar colonizador dos profissionais afeta o protagonismo de crianças e adolescentes
As respostas da pesquisa com os jovens sobre mercado de trabalho não condizem com a nossa realidade.
Precisamos fazer uma pesquisa também com as crianças.
É necessário concluir com as crianças e adolescentes.
Como profissionais temos olhar colonizalizador: é difícil ouvir.
Para diminuir a negligência é fundamental apoiar as mulheres e mães
Para diminuir a negligência, precisaríamos ter projetos para crianças cujas mães trabalham. Hoje crianças cuidam de crianças em casa.
A negligência e o abandono têm a ver com a vulnerabilidade da mulher. Cadê o pai?
A mulher não tem opções de lazer. As jovens também não!
A oferta e a demanda de serviços precisa casar melhor e descentralizar
A oferta e a demanda dos serviços não estão se encontrando. Precisaria casar melhor.
Aos adolescentes falta acesso à tecnologia e a convivência. Precisamos retomá-la!
Trazer esporte e cultura para próximo da residência das crianças: descentralizar, levar para os bairros.
Oferecer cursos para viabilizar os projetos das pessoas que querem aprender.
O diagnóstico precisa ser permanente
Tornar o diagnóstico permanente. Controlar os dados de cada pasta. Os conselhos podem organizar!
O diagnóstico foi construção coletiva e árdua. Mandamos para os órgãos, mas há alguns que não responderam.
O diagnóstico não é para culpabilizar, é para enxergar melhor, melhorar a tomar decisões mais assertivas e fazer estratégias que dão certo!
Faltam dados de deficiência educacional sobre alfabetização. Precisamos ter. É um problema que temos!
Gestão é trabalhar com o que é real!
Gestão é fazer melhor o que tem no momento!
Com certeza podemos melhorar agora e planejar e agir.
Parceria: é importante que os setores se conversem
Somos as trabalhadoras, dedicadas e apaixonadas, mas há questões estruturais: não devemos só pensar ações diretas! Chegar nas administrações!
Parceria entre saúde, educação e social é importante! Há necessidade de parceria para que todos tenham acesso! Ver o que pode ser efetivo e está mais perto!
É importante que os setores se conversem e falem diretamente.
É urgente contratar mais profissionais para a assistência! Sem RH não vai resolver! Faltam profissionais!
Incluir as escolas estaduais no processo! Devem participar junto, mas não é fácil fazer participar…
A saúde pode ajudar na faixa etária de 0-6 anos: montar protocolo de pré-natal, com orientação para as mães gestantes.
Precisamos de mais médicos porque a demanda é grande.
A família está sofrendo
A parte social precisa melhorar para que mais famílias recebam benefícios.
Criar projetos colaborativos familiares: a prefeitura pode comprar, apoiar,ensinar a pescar.
Com a alta evasão, deficit de aprendizagem e mortalidade a família está sofrendo muito! Devemos gerar soluções voltadas para as famílias. Há projetos legais que podem chegar às famílias.
Podemos montar planejamento familiar e a ajudar as famílias com anticoncepcionais e divulgação.
Qual é o Próximo Passo?
A confecção do Plano de Ação do CMDCA por parte do Conselho, a partir dos apontamentos dos participantes do diagnóstico.
Por quê fazemos?
“Acreditamos na construção de um país onde todas as pessoas tem seus direitos garantidos e mesmo acesso a oportunidade”
EQUIPE SOCIAL ORION